No último sábado, sob a organização da Cedro Finances, participei como um dos palestrantes do 2º Workshop de Tecnologia de Jataí. O evento teve ótimas palestras, iniciando pela apresentada por Leonardo dos Reis (@leoreisvilela) que repassou ao público excelentes dicas sobre como se preparar para o mercado de trabalho em TI.
A matemática dos planos 3G
Como profissional e palestrante, assim como meus amigos aqui no Lado Servidor, às vezes precisamos de conectividade em aeroportos, faculdades, centros, bares e muitos outros lugares. Mas a qualidade dos serviços de Internet 3G está abaixo do que precisamos. Nem mesmo em planos corporativos, encontramos algo bom a preço razoável. Acredito que a maioria das pessoas deveriam contratar estes planos somente em caso de extrema necessidade, ou caso seja outrem que pagará para você. Se você não se encaixa nessa situação, então é bom entender a matemática da roubada que você está contratando.
Em Março de 2009 apontei para a Farsa do Pacote Ilimitado da TIM. Vender plano ilimitado é utopia. Qualquer que fosse o plano contratado, sempre haveria um limite: 30 dias vezes 24 horas vezes 60 minutos. Na época, a TIM oferecia planos por velocidade. Cada velocidade, um preço. Entretanto, caso o cliente ultrapassasse a franquia de 1GB de download, sua velocidade era reduzida (limitada) ao plano mais baixo. Resumindo: quem contratava o plano mais caro e mais rápido, na verdade contratava um carro com N2O, que em pouco tempo, perderia a potência, e no restante da corrida ficaria na mesma velocidade que os outros carros. A TIM vendia a propaganda "Sem Fronteiras", mas ao reduzir a velocidade dos planos, ela impõe assim um limite de download que você pode baixar dentro do mês. Pelos cálculos, o limite era de 61GB por mês. Nesse caso, o plano não é ilimitado. Nem na franquia, nem na velocidade.
Agora, a TIM afirma que estudou o perfil de seus clientes e identificou que a maioria não utilizava mais que 120h por mês a Internet 3G.
“A nova estratégia foi tomada após pesquisas internas apontarem que a maioria dos nossos clientes de planos ilimitados utilizavam o serviço por um número limitado de horas e pagavam o mesmo preço que aqueles que faziam uso intensivo em tempo e volume de dados”, afirma Rogerio Takayanagi, diretor de Marketing da TIM.Faz sentido. Mas a matemática ainda não bate. Veja os planos:
Analisando matematicamente estes planos, fica evidente que o melhor plano é o de 90 horas. O custo sai por R$ 0,0148 / minuto ou então R$ 0,0129/min no chip avulso. Caso o cliente utilize todas as suas horas, cada minuto extra custará R$ 0,05.
Grande Dica!
Se você pretende utilizar mais de 120h por mês, contrate dois ou mais planos de 90 horas. E evite pagar os minutos extras.
Sem limite de velocidade
A TIM neste plano está com uma idéia interessante: a velocidade máxima é a da rede (dentro dos limites do seu modem/celular). Ou seja, sua velocidade pode variar entre 3,6 Mbps e 850 Kbps em média.
O pulo do gato
Antes, a TIM cobrava pela velocidade, mas limitava a mesma caso o cliente atingisse a franquia de 1GB transferidos. Quem saía no prejuízo, eram os clientes dos planos rápidos, que em poucas horas podiam facilmente atingir 1GB.
Agora, a TIM cobra pelo tempo, impondo novamente o limite de 1GB. Sendo bem direto: quanto mais devagar a Internet, mais tempo você passa nela. Com a Internet lenta, seu plano irá se esgotar inversamente proporcional às suas atividades na rede. Com a Internet lenta, seus e-mails irão demorar mais para carregar. As páginas irão demorar mais para abrir, e os vídeos irão levar uma eternidade para carregar.
Como estes planos não possuem limite de velocidade, qualquer cliente independente do plano contratado, pode atingir a franquia de 1GB dentro de poucas horas, principalmente se acessar sites como o YouTube. Logo, suas horas irão se esgotar, sem que você tenha terminado de baixar aqueles e-mails cheios de planilhas gigantescas enviadas por clientes.
O Plano Ideal
A tentativa da TIM de encontrar uma forma de cobrança eficaz tanto para ela quanto para os clientes, erra em um único ponto: cobrança pelo consumo. Não fosse o limite de 1GB e a imposição de velocidade baixa, resultando assim num consumo limitado por mês a 61GB, o plano seria ótimo.
O problema é que o cliente não tem como controlar o consumo quando navega pela Internet. Ele não sabe quanto de dados um site enviará para o seu computador. Acessar o site da Globo.com pode consumir muitos dados, com tantas imagens, animações Flash e vídeos. O cliente não faz idéia do quanto está consumindo. Ele só faz idéia da velocdidade (de carregamento do site), e o tempo.
A verdade é que nenhuma empresa ainda arriscou a cobrança ideal: combinar preços por velocidade com preço por tempo de uso. Algo como: você escolhe a velocidade, e quanto tempo por mês você quer utilizar a Internet. Impôr limites por consumo, é o principal erro.
Conclusão
Os novos planos da TIM estão em um preço razoável, e até faz mais sentido cobrar pelo tempo em que se navega do que pelo que é trafegado. Mas, com o limite de 1GB ainda imposto, fica claro que a TIM no fundo, cobra pelo que você consome. Com limite de 128kbps caso você estoure a franquia de 1GB, no fundo você possui um limite do quanto pode consumir na quantidade de horas do seu plano. Pura matemática.
Desenvolvedores Java EE estão indo para as nuvens!
Uma pesquisa realizada pela empresa Replay Solutions com mais de 1000 desenvolvedores Java corporativos demonstra que eles estão migrando suas soluções para nuvens computacionais (cloud computing).
A pesquisa revela dados sobre o desenvolvimento Java corporativo, baseado em padrões, servidores de aplicações Java e IDEs. Ela indica que há um interesse significativo, ativa avaliação e testes de aplicações construídas em Java para a execução em nuvens computacionais.
De fato, 36% dos entrevistados disseram que deveriam testar ou implantar uma infraestrutura baseada em nuvens computacionais em 2010. Do mesmo modo, 32% dos pesquisados disseram que esperam um aumento no seu número de máquinas virtuais (VMs). 29% esperam um acréscimo de duas a dez vezes no seu número de VMs e 6% esperam um acréscimo maior que 10x.
"Nós realizamos um estudo para fins de planejamento próprio de produtos internos, mas queriamos compartilhar os resultados com a comunidade Java por causa do tamanho da amostra e da atividade em torno de desenvolvimento de aplicações Java em nuvens", disse Jonathan Lindo, CEO da Replay Solutions, em uma declaração. Embora a pesquisa tenha abordado desenvolvedores JBoss, Tomcat, WebLogic e WebSphere, nós ficamos realmente surpresos com a inesperada alta percentagem de desenvolvedores Java corporativos que estão de forma proativa implantando ou testando infraestruturas para computação em nuvem em 2010."
Quanto ao uso de servidores de aplicações, 57% dos pesquisados disseram utilizar o Tomcat, 37% o WebSphere, 22% o WebLogic e 26% o JBoss.
Com relação ao sistema operacional, 57% dos entrevistados disseram que esperam executar aplicações Java no Windows, 37% nos sabores Red Hat/CentOS do Linux e 18% no Solaris.
Na questão do IDE utilizado, o Eclipse foi o mais popular na pesquisa, com 66%. O NetBeans ficou com 17% e o JDeveloper com 12%.
No quesito VM utilizada, 64% dos entrevistados disseram que irão implantar aplicações na VM da Sun (1.5 ou superior).
A pesquisa foi conduzida em março de 2010, com foco em desenvovedores corporativos utilizando, implantando ou suportando aplicações Java EE e pode ser baixada neste link.
Este post foi uma tradução/adaptação deste post da eWeek (em 8 abril), corrigindo alguns números que foram atualizados na pesquisa no dia 12 de abril de 2010.
